quarta-feira, julho 26, 2006

Chamo-lhe dor apenas para simplificar

"Something filled up
my heart with nothing
someone told me not to cry" *

Isto não estava nos planos... Continuo sem perceber porque não te prenderam à vida... ou ela partiu sem te avisar?

"Foi com esperança sem ligar muita importância àquilo que a vida quer
Foi com força acabar por se encontrar naquilo que ninguém quer... " **

Hoje a música parece mais triste... estonteia, degola, arranca o último pedaço de artérias que resta, castiga... a estocada aguda de qualquer gesto familiar... Aperta-me a vista, afoga-me a garganta.

"But now that I'm older
my heart's colder
and I can see that it´s a lie" *

Eu lembro-me... Encostei os lábios nervosos aos teus grandes ombros, estiquei os pés e afastavas o meu cabelo com a respiração nervosa.
O tempo não coube naqueles minutos... hoje isso importa.

"Mas Deus leva os que ama" **(Que raio! Tu não acreditavas em Deus!)

Sinistro corolário de certezas.
Fechei as pálpebras trémulas e não consegui descansar os olhos... esperei pelas lágrimas mas tinham secado por momentos... e a ferida exposta à afiada verdade dilatou.

Hoje, passados um par de anos, guardo o sorriso e aquelas provocações vindas da fila de trás... histórias pouco líricas de primeiros amores... e esperava ter mais do que é possível receber... os sonhos pouco valem... continuo a perguntar se te ris de algum lado, do outro lado, desse lado (se é que existe).

*Wake Up, Arcade Fire
**125 Azul, Trovante

2 Comments:

Blogger BrunoS said...

A dor psicologica torna-se insuportavel quando provoca também dor fisica. Quando é dor de barriga, de cabeça....vertigem.
É isso que me chateia mais e que torna díficil sair da cama ou encarar qualquer pessoa.

Claro que podes fazer copypaste. Como diria o ALA, estas palavras não são minhas...é a mão que escreve sozinha. Sou um mero intermediário de outra entidade que usa a minha mão para escrever.
(isto soa tão pretensioso)

PS- Gostei de ver-te no continente. volta mais vezes.

Quanto a este teu texto. Gostei mas não o percebo. É difícil apanhar-te o passo.

6:54 da tarde  
Blogger Lisa said...

Tens toda a razão!

mas... sabes, acho que é bem mais complicado quando aqueles que estão à tua volta não percebem a tua dor (e não os podes condenar por isso).
E quando chovem aquelas perguntas de "o que é que tens" "o que se passou" "explica-me o q tens, ´para poder ajudar"... grgrrrrrrrrrrrr... e só precisas do silêncio, de um abraço e basta...

De facto escrevi o texto sem grande preocupação lógica. Foram todas as coisas que me passavam pela cabeça naquele momento.

Só tinha um propósito: ficar registado a memória da partida (há dois anos atrás) de uma pessoa especial... e tudo o que ela significa em 3 momentos particulares da minha vida.

(talvez consigas perceber um bocadinho melhor a leres um post de 9 de Fevereiro)

Fica bem!

PS1: o "copypaste" há-de aparecer algures por aí... tens que estar atento...

PS2: Viste-me no continente?! Deixa-me adivinhar onde :P
Eu tb acho que te vi... adivinha aonde :P

(hihihi e já tenho viagem marcada para breve hihihi vai ser uma festa a 1º semana de setembro... as gaijas... o balão mágico... a "110"... upa upa... coisas boas vão acontecer...)

11:14 da manhã  

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